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Vereadores apresentam moção de apoio a estudantes

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Terça, 11 Outubro 2016 14:14

Os vereadores Paulo Porto (PCdoB) e Paulino Pereira da Luz (PT) protocolaram nesta segunda-feira (11/10), na Câmara Municipal de Cascavel, uma moção de apoio e solidariedade aos estudantes secundaristas que tem protestado contra a Medida Provisório (MP) 746, proposta pelo Governo Michel Temer (PMDB), que trata da reforma do ensino médio.

Desde a semana passada, vários colégios estão sendo ocupados por estudantes no país. A maioria das ocupações foi feita no Paraná, onde mais de 150 instituições estão ocupadas por secundaristas. Em Cascavel, até a manhã desta terça-feira (11/10), treze colégios estaduais estavam sob ocupação: C.E. Castelo Branco, C.E. Olinda Truffa, C.E. Wilson Joffre, C.E. Santos Dumont, C.E. Horário Ribeiro, C.E. Jardim Clarito, C.E. Marcos Shuster, C.E. Itagiba Fortunato, C.E. Jardim Interlagos, C.E. Padre Carmelo, C.E. Eleodoro Pereira, C.E. Santa Felicidade e CEEP Pedro Boareto Neto.

Também na segunda-feira, estudantes estiveram na Câmara pedindo apoio aos vereadores à luta do movimento estudantil e contra os retrocessos simbolizados na MP 746. "Os estudantes nos procuraram e solicitaram que a Câmara se manifeste em relação a essa MP. Por isso, junto com o professor Paulo Porto, nós iremos apresentar uma moção de apoio e esperamos o apoio dos demais vereadores", comentou o vereador Paulino (PT).

Para o vereador Paulo Porto (PCdoB), a reforma proposta pela MP 746 é limitada e visa eliminar o pensamento crítico nas escolas. "Será um retrocesso de cerca de 80 anos no ensino médio. Voltaremos a época da escola dualista, de uma escola do conhecimento, uma escola humanizadora para os ricos e uma escola de acolhimento social, anti-civilizatória para a classe trabalhadora", ressalta.

Para Porto, é fundamental que a Câmara de Cascavel se posicione neste momento. "Essa Casa de Leis precisa se manifestar pois isso diz respeito a Cascavel e o ensino de nossa juventude. Caso contrário voltaremos a educação dualista, com um ensino para casa grande e outro ensino voltado para senzala", pronunciou-se na tribuna.

Reforma

Na avaliação das entidades estudantis e docentes, a Medida Provisória 746 é um retrocesso no ensino público, uma reforma limitada que não foi discutida com educadores e estudantes.

O novo plano é focado na especialização, com flexibilização de disciplinas. Acaba com obrigatoriedade de aulas de artes e educação física, essas duas disciplinas serão exigidas somente no ensino infantil e fundamental, prejudicando assim o nível cultural e de saúde dos estudantes.

A exigência do espanhol foi retirada e sociologia e filosofia, hoje obrigatórias, estão fora do texto da medida provisória. O projeto visa excluir essas disciplinas, tornando-as matérias optativas. A proposta tem sido veementemente refutada pelo movimento estudantil, que discorda do projeto autoritário que pretende eliminar o pensamento crítico das instituições de ensino.

O plano acarretará em perda na qualidade de ensino, promoverá aumento nas diferenças sociais e descompasso entre alunos do ensino médio e fundamental.

Assessoria de Imprensa/Paulo Porto

Colégio Olinda Truffa é uma das instituições ocupadas por secundaristas||Colégio Olinda Truffa é uma das instituições ocupadas por secundaristas||Crédito: Júlio Carignano||