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Novos limites e denominações de bairros são discutidos em audiência na Câmara

A Câmara de Cascavel recebeu representantes de entidades, lideranças comunitárias e moradores nesta quinta-feira (15) para discutir o Projeto de Lei nº 93/2026, que atualiza os limites territoriais e as denominações dos bairros da cidade.

A audiência pública foi convocada pelo vereador Hudson Moreschi (Pode), que esclareceu que o objetivo é ampliar o debate sobre as mudanças propostas antes do encaminhamento para a Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo e da votação da matéria pelos vereadores.

Participaram da audiência os vereadores Antonio Marcos, João Diego e Rondinelle Batista; o presidente do Instituto de Planejamento de Cascavel (IPC) e do Conselho Municipal da Cidade (Concidade), Vinicius Boza; o delegado regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR) e representante da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), Fabio Trevisan Alberti; o arquiteto do IPC, Enji Roberto Nagasawa; o gerente do Cadastro Imobiliário do município, Ludgero Martins de Assis Júnior; o coordenador do Núcleo Imobiliário de Loteadores e Incorporadoras, Nilson de Oliveira Junior; e a conselheira estadual do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Marli Antunes da Silva Aoki. Também estiveram presentes Eloir Alves, presidente do bairro Riviera; Neide Aparecida Oviedo Wilhelm, do Aclimação; Cátia Simone Mocellin, do Neva; Luciano Uczai, do Sanga Funda; e Zilaide Thomazini de Oliveira, do São Cristóvão.

Vinicius Boza explicou que “a proposta busca adequar a divisão territorial ao crescimento urbano de Cascavel, especialmente após a ampliação do perímetro urbano, aprovada em 2023. Com a mudança, diversas áreas foram incorporadas à zona urbana, mas permaneceram fora dos limites oficiais dos bairros existentes, sendo identificadas apenas como glebas”.

Segundo o arquiteto Enji Roberto Nagasawa, do IPC, a atualização vai permitir que os novos empreendimentos sejam identificados territorialmente desde a implantação. “Para estabelecer os novos limites, o IPC utilizou referências físicas e territoriais, como rios, rodovias, estradas rurais e dimensões das glebas e também evitar a criação de bairros muito grandes”.

Nagasawa explicou que algumas denominações foram modificadas após discussões públicas e que, em outros casos, foram utilizadas referências já conhecidas pela população, como Aeroporto, Autódromo, Lago Azul e Riviera.

Mudanças buscam evitar problemas com endereços

Além de acompanhar a expansão urbana, a atualização pretende evitar dificuldades futuras na identificação de imóveis e na organização dos cadastros públicos e privados, como Correios, cartórios, concessionárias de serviços públicos e sistemas municipais de cadastro e planejamento. O gerente do Cadastro Imobiliário do município, Ludgero Martins de Assis Júnior, explicou que a necessidade de definir os bairros se tornou mais urgente diante da quantidade de loteamentos em análise e de novas áreas em processo de parcelamento.

Por isso, o projeto estabelece prazo para que os novos limites sejam atualizados e comunicados aos órgãos e entidades que utilizam esses dados.

Durante a discussão, representantes de bairros e cidadão puderam tiram dúvidas e reforçar a necessidade de que o crescimento urbano seja acompanhado de equipamentos públicos de saúde, educação, segurança, por exemplo.

Proposta já passou por discussão pública

A reorganização territorial já havia sido apresentada ao Concidade e discutida em audiência pública promovida pelo IPC em abril deste ano. A reunião realizada na Câmara Municipal representou mais uma etapa de participação da população no processo de atualização dos limites dos bairros. Toda a documentação pode ser acessada no site do Instituto de Planejamento de Cascavel.

Assessoria de Imprensa/CMC